O Sino de Matosinhos

Quando o sino toca, algo acontece. Bom ou mau. Belo ou feio. Público ou privado.Importante ou sem interesse. Em Matosinhos, cidade viva, estão sempre a acontecer coisas. O Sino tocará, para contar algumas delas.

18 novembro, 2005

Se o Sino avisa, o Farol indica

(Farol de Leça da Palmeira)
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CARTA AO OCEANO
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Ó Grande Alma trágica e sombria!
Quando hás-de enfim, na campa repousar?
Após a luta persistente e fria,
Ah, quanto é bom morrer...dormir... sonhar...
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Estrebuchas mas ânsias da agonia,
Há mil e tantos séculos, ó Mar!
E nunca cessas de lutar, um dia,
E nunca morres, Alma singular!
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Mas, ao chegar teu último momento,
Quando zurzir nos ares a metralha
Da tua alma desfraldada ao vento:
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Envolto nessa líquida mortalha,
Tu cairás prostrado, sem alento,
Como um guerreiro ao fim d'uma batalha!
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António Nobre

2 Comments:

At 11:38 a.m., Blogger pin gente said...

alma singular, o mar
gostei muito

antónio nobre é unico mas não só...

vim de um jardim, vou voltar para lá.

um abraço

 
At 12:07 a.m., Anonymous Anónimo said...

eu não gosto muito de antónio nobre. nem deste poema. detesto mortes

 

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